Pensar é o grande problema, porque pensamos muito, o pensamento se opõe ao sentimento,e desse modo, sentimos muito pouco.
Sentir-se bem é a grande dificuldade. Tentamos sentir, pensando o sentimento. Parece maluquice, mas é essa a realidade de todos nós.
O pensamento é o grande sabotador. Temos, dentro de nós a certeza absoluta, de que a solução dos impasses e dificuldades na vida virá através da mente.
O pensamento busca coisas para nos sentirmos bem ( porque não estamos nos sentindo bem nesse momento ). Nos falta um pouco ou muito de tanta coisa. Há medo, preocupações, ansiedades, stress, dificuldades em casa, no trabalho, com vizinho, pressão alta e tanta conta para dar conta.
Nos faltam coisas e concluimos que não estamos bem por isso. A cabeça nos informa que essas coisas, se alcançadas, nos deixarão bem. E essas coisas estão no futuro. Portanto, para estar bem... só depois ! Agora não, afinal como estar bem agora se falta tanta coisa... para estar bem ?
Vivemos pensando, atraves de grandes planejamentos ou simplesmente atraves de grandes ambições e expectativas como alcançar tudo isso. Planejamos, nos especializamos, buscamos mil formas pra nos darmos bem
isto é, para nos sentirmos bem, termos paz, alegria, segurança, atraves da conquista desses objetivos.
Nos sentimos mal simplesmente porque nos faltam coisas ( objetos, saude, conhecimento, consciencia, espiritualidade ).
É isso que a mente nos informa : se não faltasse isso e mais aquilo, estaria
tudo OK. E o que fazemos na vida ? Corremos, como maluquinhos, de baixo para cima, de lá para cá, todos os dias, a vida toda, tentando, de todas as formas, sermos bem sucedidos na nossa busca.
O sentimento de não ter, a escassez, nos mobilizam, nos põe em marcha. Há a frustração, o sentimento de menosvalia, de incompetencia, de não merecimento, de não dar conta. É disso que quero me livrar. Como ? Sendo bem sucedido nos meus empreendimentos, melhorando minha conta bancaria
e conseguindo uma imagem melhor, me sobressaindo, projeção, poder, status.
E qual o problema disso tudo ? Qual o impasse nesse contexto ? O paradoxo se cria na medida em que a lei da criação obedece à maxima : criamos sempre em função do que sentimos.
E qual o significado disso ? Se me sinto mal, será esse sentimento que será enviado para o Universo que o acolherá e o transformará em realidade, em coisas. Coisas que tenham a frequencia equivalente do sentimento.
Sentir-se bem irá atrair o que para a nossa vida ?
Semelhante vibra no semelhante. Já nos foi informado que aquele que pouco tem, o pouco perderá. Porque tem pouco ? Porque se sente mal, e por sentir-se mal, irá atrair disso cada vez mais. Essa é a lei. E é por isso que aquele que muito tem, mais terá. Atraimos sempre em conformidade do modo que nos sentimos, e não como pensamos. Não poderemos atrair nada diferentemente do modo de como nos sentimos. Sentir-se bem é a chave para uma realidade de prosperidade, de abundancia, de sucesso.
E como sentir-se bem apesar da falta, do menos
e do pouco ? A mente me informa que o bom está no futuro, contudo o futuro
é determinado por esse momento. O futuro é o presente, o depois é sempre determinado pelo agora. Assim, não poderei me sentir diferente depois do que estou sentindo agora. O depois não pode alterar esse momento. Não posso esperar por um outro momento para me sentir bem, do mesmo modo como não pode esperar pelo amanhã par respirar. A vida é uma entidade que acontece a cada momento, sempre nesse momento.
O amanhã pode me trazer coisas mas não o sentimento que me prometem trazer com sua aquisição. Assim, há o tempo das coisas, mas não existe esse tempo para me sentir bem, para ter paz, alegria, bem estar, bem sentir. O sentir-se bem não é determinado pelas coisas de fora, porque o bem estar que trazem, é momentaneo, é passageiro. é como droga, amanhã terá de fazer uso novamente.
A paciente me diz : Dr, eu tenho tudo, mas não me sinto bem, e ainda por cima estou com esse cancer. Porque, Dr. ?
A gente busca guarida em tantos portos que parecem seguros. Há as drogas, o sexo, o alcool, a comida, o trabalho, compras compulsorias, a net, o chocolate, a plastica e tantas mil outras coisas mais. No final contudo, nos sentiremos vazios, decepcionados, confusos e com muito medo. Nada deu certo, e pior, não sabemos para que lado nos movimentar para encontrar esse danado desse bem estar.
Essa manhã, enquanto caminhava, o ar fresquinho ,levemente
frio, perfumado pelo aroma de mil flores, sutil mas nem por isso chamativo e cativante. Passarinhos cantando, as folhas se mexendo suavemente, borboletas esvoaçantes, um carro que passa, outra pessoa tambem caminhando, algumas nuvens num ceu colorido de azul, o calorzinho do sol da manhã que boceja do dia que começa.... de repente, me dei conta da vida, da vida acontecendo nesse momento e eu incerido dentro dela, fazendo parte desse espetaculo, desse quadro, dessa pintura, como ator do magestoso filme de Deus. E foi então que percebi qua não estava me dando conta disso tudo porque estava pensando, pensando em tanta coisa que nem sabia em que estava pensando. E pensando, me percebi ausente desse momento comovente, momento que só podia ser desfrutado na ausencia do pensamento. A solenidade do momento é feita de tudo que é sagrado, e integrados dentro dela nos sentimos tambem um pouco sagrados, fazendo parte desse momento solene, a divindade que simplesmente chamamos de AGORA.
Me senti então ternamente comovido. E como não se comover na presença de Deus ? Enquanto pensava, não estava me dando conta de nada disso. Quando o pensamento silenciou, foi então que ouvi Deus me dizendo BOM DIA, com um leve sorriso e sem duvida, muito faceiro.
Percebi então Sua alegria pois já não estava mais só...
sábado, 5 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O FETINHO QUE QUERIA NASCER
"Maria, meus parabens, voce está gravida", lhe anuncia seu obstetra apos verificação de exames.
Essa voz, essa noticia retumbou dentro dela num turbilhão de pensamentos, de emoções amplificando todas suas dificuldades, sofrimentos, todo seu sufoco : "um filho ainda pequeno para cuidar, dinheiro escasso, relacionamento com o marido nada bom, já sem significado, tanto cansaço... tanto problema... e agora mais um nenê...
E ela ficou nesse transe perdida em seus pensamentos, nesse sentimento de
frustração, de desesperança, de decepção e desalento. Ficou em silencio mas a confusão em sua alma era barulhenta, de muita agitação e de extrema desordem.
... e nesse momento... o que sente nesse momento quem está vindo aí, e sendo, aparentemente a causa do transtorno da mamãe ?
"Voce me pergunta como me sinto ?" "Não foi diferente em mim o que mamãe sentiu em seu coração sofrido. O desespero dela tambem tomou conta de mim, como se fosse um eco profundo, se amplificando em ondas.E a partir de então tambem não tive mais paz... nunca mais ".
"E foi nesse momento que tomou conta de mim um sentiemento estranho
que eu não conhecia ainda ( parece que vou me descobrindo atraves do que sinto, me guiando, me sabendo, e do mesmo modo descobrindo e conhecendo mamãe tambem ). "Sabe, mamãe está aí, eu estou dentro dela, mas eu não sinto ela dentro de mim. Eu sinto que fiquei só, pois a vida dela lá fora colocou um vazio, uma distancia muito grandde entre nós dois.
"Voce acha que o meu medo, esse medo enorme que me possui por inteiro, todinho vem de onde ? É por isso que estou escondido aqui, bem no fundinho,
exprimido o quanto deu ( ainda consegue me ver ?), para me sentir mais seguro, um pouco menos desprotegido.
"Sabe, (como é mesmo o teu nome ?... ) a verdadeira orfandade não é quando se perde a mãe de verdade, quando ela se vai com a morte, mas quando ela ainda está aí, e não consegue dar o que a gente precisa para não se sentir orfão, abandonado, sozinho e sem proteção.
Sabe, essa dor doi muito. Esse luto é muito mais sofrido que o luto da morte de verdade, quando enfim a pessoa não está amsi aí. Ela está aí, mas
não consigo alcançar seus braços, sua voz silencia, seus olhos estão turvos,seu coração está frio, igualzinho ao frio que estou sentindo... e quanto medo !"
"Quando a gente não é visto, quando a gente não é sentido, tem-se a impressão de virar fantasma. Sim ... está certo que sou ainda bem pequenininho, mas nem por isso sou fantasma, não é mesmo ? Voce tambem pensa assim ? "
Nesse momento, tenho a estranha sensação de que não existo. Não... não é porque meu corpinho ainda não é, mas porque me sinto tão sozinho, solitario, ninguem comigo. E voce sabe como resolvo isso dentro de mim ? Eu penso : se consigo sentir medo e esse frio congelante, é porque devo existir, mesmo que mamãe não consiga me sentir. Como vê, já tenho meus enigmas para resolver, porque, se não achar as respostas, não há como ir adiante.
"Voce não me acha valente ? Alias... voce está me ouvindo ainda, ou será que estou falando sozinho outra vez, como sempre... "
Sim, eu estou aqui... estou aqui.
"Obrigado por ficar comigo ! Sabe, ( esqueci teu nome. Desculpe, deve ser por causa do medo... )
OK, tudo bem.
"Sabe, de vez em quando me sinto como se estivessemos sentados em bancos separados. Exatamente eu que preciso de tanta proximidade ! Porque será que
mamãe sentou tão longe de mim ? Mamãe, porque não senta comigo ? Porque sentou naquele banco onde não posso te alcançar e onde não podes me ver ?
Porque essa distancia, mamãe ?
Porque tua mão não me alcança mais ?
"Como podes ver, eu fico falando mas mamãe não me ouve. É esse vazio, essa distancia... o frio... o medo... Que horror !
"Voce, posso saber quem é voce que está aí falando comigo ? Porque está olhando para mim ? ( aliás, ainda consegue me ver ? eu tive de me fazer bem pequeno por causa do medo, pois quando se é pequeno assim, quanto menos se é visto, mais seguro a gente se sente ).
"Sabe, eu corro dentro desse meu pequeno espaço, como um maluquinho para ver se encontro mamãe, para ver se encontro uma ponte e assim alcançá-la. Eu preciso tanto dela !
"Não era assim lá de onde eu vim. E não me falaram de nada disso, desse terror, dessa solidão, desse silencio ! Eu não sei o que deu errado. Voce sabe ? Afinal, não era para ter sido assim !
Enquanto isso Maria tambem corre como uma doida de lá para cá para dar conta dos compromissos, de tantas dificuldades, apuros, tambem sem saber o que fazer para se sentir melhor. Seu medico lhe falou que seu nenê precisa da sua paz, da sua alegria para que possa se desenvolver bem, crescer normal e se sentir bem na sua barriga.
Ela chora em silencio. Ela tenta, vai até seus limites, não lhe falta coragem, boa vontade mas os muros são altos, as paredes são grossas...
Então o fetinho começa a fantasiar. As fantasias lhe trazem um certo conforto, alguma esperança. "Quando sair daqui vou me virar, não irei mais depender de ninguem, esperar pelos outros para me sentir bem e não ter medo. Vou crescer ligeirinho, vou aprender a cuidar de mim, e vou mem virar, voce vai ver. Afinal eu sou um serzinho valente. Voce concorda comigo ?
"Quando crescer não vou mais sentir medo nem frio. Não quero mais me esconder como faz o ratinho da toca que olha o mundo com um olhinho só.
"Será que o ratinho irá sentir mais medo se olhar para fora com os dois olhinhos ?
"Sabe, eu compreendo bem o sentimento do ratinho da toca, afinal, somos tão parecidos !
"E voce... voce também sente medo ? tambem se esconde, assim como o ratinho e eu ?...
Enquanto o fetinho continuou a falar, fazendo perguntas, me questionando na tentativa de me chamar de volta para o dialogo, eu tambem fiquei pensando nos meus medos, apesar de já estar bem crescidinho, e percebê-los aí, fazendo fila, tantos deles, tantas vezes.
Me deu vontade tambem de gritar "mamãe ", aquela vozinha que ainda ecoa fundo no coração e nas celulas de todos nós escondidos em tantas tocas,
a procura de tantas respostas diante de tantos muros altos com paredes bastante grossas...
um vazio muito grande, uma distancia enorme entre nós dois
Essa voz, essa noticia retumbou dentro dela num turbilhão de pensamentos, de emoções amplificando todas suas dificuldades, sofrimentos, todo seu sufoco : "um filho ainda pequeno para cuidar, dinheiro escasso, relacionamento com o marido nada bom, já sem significado, tanto cansaço... tanto problema... e agora mais um nenê...
E ela ficou nesse transe perdida em seus pensamentos, nesse sentimento de
frustração, de desesperança, de decepção e desalento. Ficou em silencio mas a confusão em sua alma era barulhenta, de muita agitação e de extrema desordem.
... e nesse momento... o que sente nesse momento quem está vindo aí, e sendo, aparentemente a causa do transtorno da mamãe ?
"Voce me pergunta como me sinto ?" "Não foi diferente em mim o que mamãe sentiu em seu coração sofrido. O desespero dela tambem tomou conta de mim, como se fosse um eco profundo, se amplificando em ondas.E a partir de então tambem não tive mais paz... nunca mais ".
"E foi nesse momento que tomou conta de mim um sentiemento estranho
que eu não conhecia ainda ( parece que vou me descobrindo atraves do que sinto, me guiando, me sabendo, e do mesmo modo descobrindo e conhecendo mamãe tambem ). "Sabe, mamãe está aí, eu estou dentro dela, mas eu não sinto ela dentro de mim. Eu sinto que fiquei só, pois a vida dela lá fora colocou um vazio, uma distancia muito grandde entre nós dois.
"Voce acha que o meu medo, esse medo enorme que me possui por inteiro, todinho vem de onde ? É por isso que estou escondido aqui, bem no fundinho,
exprimido o quanto deu ( ainda consegue me ver ?), para me sentir mais seguro, um pouco menos desprotegido.
"Sabe, (como é mesmo o teu nome ?... ) a verdadeira orfandade não é quando se perde a mãe de verdade, quando ela se vai com a morte, mas quando ela ainda está aí, e não consegue dar o que a gente precisa para não se sentir orfão, abandonado, sozinho e sem proteção.
Sabe, essa dor doi muito. Esse luto é muito mais sofrido que o luto da morte de verdade, quando enfim a pessoa não está amsi aí. Ela está aí, mas
não consigo alcançar seus braços, sua voz silencia, seus olhos estão turvos,seu coração está frio, igualzinho ao frio que estou sentindo... e quanto medo !"
"Quando a gente não é visto, quando a gente não é sentido, tem-se a impressão de virar fantasma. Sim ... está certo que sou ainda bem pequenininho, mas nem por isso sou fantasma, não é mesmo ? Voce tambem pensa assim ? "
Nesse momento, tenho a estranha sensação de que não existo. Não... não é porque meu corpinho ainda não é, mas porque me sinto tão sozinho, solitario, ninguem comigo. E voce sabe como resolvo isso dentro de mim ? Eu penso : se consigo sentir medo e esse frio congelante, é porque devo existir, mesmo que mamãe não consiga me sentir. Como vê, já tenho meus enigmas para resolver, porque, se não achar as respostas, não há como ir adiante.
"Voce não me acha valente ? Alias... voce está me ouvindo ainda, ou será que estou falando sozinho outra vez, como sempre... "
Sim, eu estou aqui... estou aqui.
"Obrigado por ficar comigo ! Sabe, ( esqueci teu nome. Desculpe, deve ser por causa do medo... )
OK, tudo bem.
"Sabe, de vez em quando me sinto como se estivessemos sentados em bancos separados. Exatamente eu que preciso de tanta proximidade ! Porque será que
mamãe sentou tão longe de mim ? Mamãe, porque não senta comigo ? Porque sentou naquele banco onde não posso te alcançar e onde não podes me ver ?
Porque essa distancia, mamãe ?
Porque tua mão não me alcança mais ?
"Como podes ver, eu fico falando mas mamãe não me ouve. É esse vazio, essa distancia... o frio... o medo... Que horror !
"Voce, posso saber quem é voce que está aí falando comigo ? Porque está olhando para mim ? ( aliás, ainda consegue me ver ? eu tive de me fazer bem pequeno por causa do medo, pois quando se é pequeno assim, quanto menos se é visto, mais seguro a gente se sente ).
"Sabe, eu corro dentro desse meu pequeno espaço, como um maluquinho para ver se encontro mamãe, para ver se encontro uma ponte e assim alcançá-la. Eu preciso tanto dela !
"Não era assim lá de onde eu vim. E não me falaram de nada disso, desse terror, dessa solidão, desse silencio ! Eu não sei o que deu errado. Voce sabe ? Afinal, não era para ter sido assim !
Enquanto isso Maria tambem corre como uma doida de lá para cá para dar conta dos compromissos, de tantas dificuldades, apuros, tambem sem saber o que fazer para se sentir melhor. Seu medico lhe falou que seu nenê precisa da sua paz, da sua alegria para que possa se desenvolver bem, crescer normal e se sentir bem na sua barriga.
Ela chora em silencio. Ela tenta, vai até seus limites, não lhe falta coragem, boa vontade mas os muros são altos, as paredes são grossas...
Então o fetinho começa a fantasiar. As fantasias lhe trazem um certo conforto, alguma esperança. "Quando sair daqui vou me virar, não irei mais depender de ninguem, esperar pelos outros para me sentir bem e não ter medo. Vou crescer ligeirinho, vou aprender a cuidar de mim, e vou mem virar, voce vai ver. Afinal eu sou um serzinho valente. Voce concorda comigo ?
"Quando crescer não vou mais sentir medo nem frio. Não quero mais me esconder como faz o ratinho da toca que olha o mundo com um olhinho só.
"Será que o ratinho irá sentir mais medo se olhar para fora com os dois olhinhos ?
"Sabe, eu compreendo bem o sentimento do ratinho da toca, afinal, somos tão parecidos !
"E voce... voce também sente medo ? tambem se esconde, assim como o ratinho e eu ?...
Enquanto o fetinho continuou a falar, fazendo perguntas, me questionando na tentativa de me chamar de volta para o dialogo, eu tambem fiquei pensando nos meus medos, apesar de já estar bem crescidinho, e percebê-los aí, fazendo fila, tantos deles, tantas vezes.
Me deu vontade tambem de gritar "mamãe ", aquela vozinha que ainda ecoa fundo no coração e nas celulas de todos nós escondidos em tantas tocas,
a procura de tantas respostas diante de tantos muros altos com paredes bastante grossas...
um vazio muito grande, uma distancia enorme entre nós dois
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
OLHAR PARA TRAS CONGELA O PASSADO
O que acontece com a nossa energia quando somos sequestrados nas malhas
do passado, quando nos perdemos nesse olhar nas coisas que já foram mas das quais não conseguimos nos libertar ? Quando o passado não passou, existe possibilidade de viver esse momento, estar nisso que está agora aí ?
A sra Salomé se transformou em estatua de sal quando foi aconselhada a não desviar o olhar para trás, mas mesmo assim o fez. O sal tem a função de dar gosto, mas tambem de não deixar ir o que não é para conservar. Salgar o passado faz com que se preserve, que se mantenha presente.
E deslocar-se para eventos desagradaveis de ontem, lembrando-os atraves de emoções negativas, entristecendo-nos ou nos tornando ressentidos, gera energia
que irá manifestar-se em nossa vida. Essa energia de baixa frequencia irá determinar uma desconeção com nossa essencia. Perdemos o conteudo do que somos, esvaziando-nos cada vez mais, nos distanciando e nos tornando cada vez
mais estranhos, perdidos em mundos dos quais não saberemos como retornar.
Será então a doença, ou qualquer outra tragedia, à nossa revelia, que nos colocará diante de nós mesmos. Entorpecidos pelo passado, teremos enfim que
retornar. E esse retorno geralmente causará grande confusão.
Então o grande questionamento : "o que foi que aconteceu ?" Fomos atingidos
severamente, mas não temos ideia de que lado veio o coice e muito menos do seu autor. Estamos confusos, porque não somos capazes de compreender que o sofrimento não é outra coisa que a consequencia do nosso desequilibrio, do desencontro conosco mesmos ao perdermos esse momento indo para o passado.
Dores, tensões, sofrimentos são os mensageiros batendo à porta,
às vezes com bastante força, para nos acordar do pesadelo do esquecimento de
quem somos. A dor do corpo é apenas a expressão fisica do que realmente sofremos dentro de nós mesmos. É a tradução da perda da orientação, da fuga da rota, do quanto estamos sem rumo. Doença é muitas vezes correção de rota, pois temos ainda muita dificuldade de nos orientar por sinais sutis emitidos
pelo nosso mundo interior.
E uma das grandes tragedias da ciencia, é separar o nosso corpo do nosso psiquismo, separar a dor fisica do que realmente doi em nós. A doença acaba sendo vista como um parafuso que se solta que tem de ser reparado ou então trocado em função dos avanços tecnicos da ciencia.
Entretanto, o sofrimento do corpo não está desvinculado da dor da alma. E pelo fato de ficarmos muito focados no sintoma, na fisiologia, na celula, ficamos impedidos de ir ao encontro da causa real de todo o sofrimento.
E sem compreender o homem na sua totalidade psico-fisica, não conseguiremos
descobrir as verdadeiras razões do seu sofrimento.
A paciente tem 47 anos e começa o seu relato me falando dos seus transtornos fisicos. Me fala das suas dores. "Dr, me doi por tudo".
"Falto ao trabalho por enxaquecas terriveis, muita azia, fogo que me queima
por dentro. Muita fome, não consigo parar de engordar ( 12 kg em poucos meses). Tireoide está alterada, a pressão está alta, e o intestino não vai bem. Recentemente queda de cabelo. Tomo remedio para dormir e de manhã tomo
outro para poder passar o dia com dignidade. Colesterol alto, glicose tambem subindo". Me falou de unha encravada, de micose de pele, e recentemente o diagnostico de cancer de mama. "Dr.,a biopsia deu que é maligo".
À essa altura, já falava por entre lagrimas. Continuava a falar mas as lagrimas rolavam pelo rosto enquanto tentava se colocar.
"Dr., sinto muita tristeza. Outro dia tive uma ideia que me assustou ( me assustei, não foi pela ideia em si, mas pela minha reação à ideia ). Meus dois
filhos já são grandes ( 18 e 20 anos ) e ninguem mais precisa de mim. Não faço falta para ninguem e ninguem mais já se importa comigo..."
Parou de falar, não completando a frase, mas dando a entender o sentimento de desistencia, de retirada, de derrota, e de que nada mais valeria a pena.
Ficou em silencio alguns segundos, cabeça baixa, lagrimas continuando a descer
pelo rosto. Por fim tentou se ajeitar, pegou um lençinho para secar o rosto,
levantou levemente a cabeça e entre um sorriso desajeitado pediu desculpa.
E continuou. "Vou para festas mas ninguem me nota. Me arrumo, tento me deixar bonita, atraente, tento agradar, mas sempre acabo sozinha, e não vejo a hora de cair fora de fininho para que ninguem note que fui embora. Sabe, não quero desapontar, não quero decepcionar...."
Depois me falou da separação. "Sabe, Dr., eu não podia fazer ideia de como é ruim não ter compania. Quando era casada, o relacionamento não era bom, mas havia alguem ali, havia pelo menos alguem com quem brigar. Por mais incrivel que possa parecer, aquela epoca era melhor. Havia ao menos uma familia. Eramos uma familia. A gente se sentava à mesa, todos juntos para comer, assim como faz uma familia. Hoje não sento mais para comer. O filho está trabalhando, só volta para casa à noite. A menina está com seu namorado e nem sei onde come. Aliás, faz tempo que não fala comigo. Ela me culpa pela separação, e faz questão de deixar bem claro que não fui uma boa mãe.
O menino está bebendo e tambem usa droga. Está depressivo, é bipolar. Ele tambem me acusa de ter falhado como mãe, que não lhe dei amor num periodo em que muuito precisou de mim, mas que não estava presente".
E então me fala desse periodo, reclamado pelo filho, em que perdeu, num ano
a mãe e o pai. "Foi duro para me recuperar, para me recompor. Eu amava meus pais, e em tão pouco tempo me vi sozinha. Me sentia bem poder visitá-los, tomar chimarrão com eles, contar minhar coisas, ouvir conselhos. Nós nos sentiamos uma familia. Eu me sentia amada, e eu sentia que eles se importavam comigo. Hoje sei o quanto isso é importante, alguem se importar com a gente.
Isso dá sentido à vida, vontade de viver, de fazer, realizar coisas. Quem se importa com a gente vibra com a gente, torce pela gente, e essa torcida faz bem, dá força, um bom animo. E não podemos decepcionar quem torce por nós, não é mesmo ? E eu sinto que hoje já não há torcida em minha vida, ninguem levanta bandeira por mim, ninguem torce como eles torciam.
Papai e mamãe já se foram, o marido já se mandou tambem, meus filhos... não
há mais familia, mesa posta, um torcendo pelo outro. Ficou cada um por si, e de certa forma, um profundo ressentimento em cada um. Foi por isso que tive a ideia que já fiz o que tinha que fazer, e que não há mais nada pelo qual ficar
sonhando ou torcendo.
Querer eu quero, mas nada dá certo e eu não sei mais o que fazer. Eu não queria morrer, mas viver como estou vivendo, não vale a pena. Não é mais vida.
Não sinto que esteja vivendo. Não está acontecendo nada que me traga alegria,vibração.
No trabalho sou apenas mais uma dentro daquela sala. Faço o meu trabalho, mas sinto que o que faço não irá fazer grande diferança em nada. Tento ser agradavel, simpatica, mas porque será que ninguem me nota, ninguem me percebe e não chamo atenção de ninguem ?"
Parou de falar, baixou a cabeça esperando que lhe dizesse alguma coisa que fizesse diferança no sentido de não desistir e de valer a pena continuar.
O cancer lhe foi arrancado atraves do seu seio doente. Mas a sua doença se chama cancer ? O digno de ser tratado não se encontra escondido na celula que já não funciona adequadamente. O grito da alma já não sabe como pedir socorro, já não sabe como se fazer ouvir. E muitas vezes a morte é o ultimo recurso, para num ultimo momento perceber toda pantomina, o grande engano do movimento da mente.
Não é preciso morrer para ser feliz, mas é preciso compreender como viver
para viver feliz.
do passado, quando nos perdemos nesse olhar nas coisas que já foram mas das quais não conseguimos nos libertar ? Quando o passado não passou, existe possibilidade de viver esse momento, estar nisso que está agora aí ?
A sra Salomé se transformou em estatua de sal quando foi aconselhada a não desviar o olhar para trás, mas mesmo assim o fez. O sal tem a função de dar gosto, mas tambem de não deixar ir o que não é para conservar. Salgar o passado faz com que se preserve, que se mantenha presente.
E deslocar-se para eventos desagradaveis de ontem, lembrando-os atraves de emoções negativas, entristecendo-nos ou nos tornando ressentidos, gera energia
que irá manifestar-se em nossa vida. Essa energia de baixa frequencia irá determinar uma desconeção com nossa essencia. Perdemos o conteudo do que somos, esvaziando-nos cada vez mais, nos distanciando e nos tornando cada vez
mais estranhos, perdidos em mundos dos quais não saberemos como retornar.
Será então a doença, ou qualquer outra tragedia, à nossa revelia, que nos colocará diante de nós mesmos. Entorpecidos pelo passado, teremos enfim que
retornar. E esse retorno geralmente causará grande confusão.
Então o grande questionamento : "o que foi que aconteceu ?" Fomos atingidos
severamente, mas não temos ideia de que lado veio o coice e muito menos do seu autor. Estamos confusos, porque não somos capazes de compreender que o sofrimento não é outra coisa que a consequencia do nosso desequilibrio, do desencontro conosco mesmos ao perdermos esse momento indo para o passado.
Dores, tensões, sofrimentos são os mensageiros batendo à porta,
às vezes com bastante força, para nos acordar do pesadelo do esquecimento de
quem somos. A dor do corpo é apenas a expressão fisica do que realmente sofremos dentro de nós mesmos. É a tradução da perda da orientação, da fuga da rota, do quanto estamos sem rumo. Doença é muitas vezes correção de rota, pois temos ainda muita dificuldade de nos orientar por sinais sutis emitidos
pelo nosso mundo interior.
E uma das grandes tragedias da ciencia, é separar o nosso corpo do nosso psiquismo, separar a dor fisica do que realmente doi em nós. A doença acaba sendo vista como um parafuso que se solta que tem de ser reparado ou então trocado em função dos avanços tecnicos da ciencia.
Entretanto, o sofrimento do corpo não está desvinculado da dor da alma. E pelo fato de ficarmos muito focados no sintoma, na fisiologia, na celula, ficamos impedidos de ir ao encontro da causa real de todo o sofrimento.
E sem compreender o homem na sua totalidade psico-fisica, não conseguiremos
descobrir as verdadeiras razões do seu sofrimento.
A paciente tem 47 anos e começa o seu relato me falando dos seus transtornos fisicos. Me fala das suas dores. "Dr, me doi por tudo".
"Falto ao trabalho por enxaquecas terriveis, muita azia, fogo que me queima
por dentro. Muita fome, não consigo parar de engordar ( 12 kg em poucos meses). Tireoide está alterada, a pressão está alta, e o intestino não vai bem. Recentemente queda de cabelo. Tomo remedio para dormir e de manhã tomo
outro para poder passar o dia com dignidade. Colesterol alto, glicose tambem subindo". Me falou de unha encravada, de micose de pele, e recentemente o diagnostico de cancer de mama. "Dr.,a biopsia deu que é maligo".
À essa altura, já falava por entre lagrimas. Continuava a falar mas as lagrimas rolavam pelo rosto enquanto tentava se colocar.
"Dr., sinto muita tristeza. Outro dia tive uma ideia que me assustou ( me assustei, não foi pela ideia em si, mas pela minha reação à ideia ). Meus dois
filhos já são grandes ( 18 e 20 anos ) e ninguem mais precisa de mim. Não faço falta para ninguem e ninguem mais já se importa comigo..."
Parou de falar, não completando a frase, mas dando a entender o sentimento de desistencia, de retirada, de derrota, e de que nada mais valeria a pena.
Ficou em silencio alguns segundos, cabeça baixa, lagrimas continuando a descer
pelo rosto. Por fim tentou se ajeitar, pegou um lençinho para secar o rosto,
levantou levemente a cabeça e entre um sorriso desajeitado pediu desculpa.
E continuou. "Vou para festas mas ninguem me nota. Me arrumo, tento me deixar bonita, atraente, tento agradar, mas sempre acabo sozinha, e não vejo a hora de cair fora de fininho para que ninguem note que fui embora. Sabe, não quero desapontar, não quero decepcionar...."
Depois me falou da separação. "Sabe, Dr., eu não podia fazer ideia de como é ruim não ter compania. Quando era casada, o relacionamento não era bom, mas havia alguem ali, havia pelo menos alguem com quem brigar. Por mais incrivel que possa parecer, aquela epoca era melhor. Havia ao menos uma familia. Eramos uma familia. A gente se sentava à mesa, todos juntos para comer, assim como faz uma familia. Hoje não sento mais para comer. O filho está trabalhando, só volta para casa à noite. A menina está com seu namorado e nem sei onde come. Aliás, faz tempo que não fala comigo. Ela me culpa pela separação, e faz questão de deixar bem claro que não fui uma boa mãe.
O menino está bebendo e tambem usa droga. Está depressivo, é bipolar. Ele tambem me acusa de ter falhado como mãe, que não lhe dei amor num periodo em que muuito precisou de mim, mas que não estava presente".
E então me fala desse periodo, reclamado pelo filho, em que perdeu, num ano
a mãe e o pai. "Foi duro para me recuperar, para me recompor. Eu amava meus pais, e em tão pouco tempo me vi sozinha. Me sentia bem poder visitá-los, tomar chimarrão com eles, contar minhar coisas, ouvir conselhos. Nós nos sentiamos uma familia. Eu me sentia amada, e eu sentia que eles se importavam comigo. Hoje sei o quanto isso é importante, alguem se importar com a gente.
Isso dá sentido à vida, vontade de viver, de fazer, realizar coisas. Quem se importa com a gente vibra com a gente, torce pela gente, e essa torcida faz bem, dá força, um bom animo. E não podemos decepcionar quem torce por nós, não é mesmo ? E eu sinto que hoje já não há torcida em minha vida, ninguem levanta bandeira por mim, ninguem torce como eles torciam.
Papai e mamãe já se foram, o marido já se mandou tambem, meus filhos... não
há mais familia, mesa posta, um torcendo pelo outro. Ficou cada um por si, e de certa forma, um profundo ressentimento em cada um. Foi por isso que tive a ideia que já fiz o que tinha que fazer, e que não há mais nada pelo qual ficar
sonhando ou torcendo.
Querer eu quero, mas nada dá certo e eu não sei mais o que fazer. Eu não queria morrer, mas viver como estou vivendo, não vale a pena. Não é mais vida.
Não sinto que esteja vivendo. Não está acontecendo nada que me traga alegria,vibração.
No trabalho sou apenas mais uma dentro daquela sala. Faço o meu trabalho, mas sinto que o que faço não irá fazer grande diferança em nada. Tento ser agradavel, simpatica, mas porque será que ninguem me nota, ninguem me percebe e não chamo atenção de ninguem ?"
Parou de falar, baixou a cabeça esperando que lhe dizesse alguma coisa que fizesse diferança no sentido de não desistir e de valer a pena continuar.
O cancer lhe foi arrancado atraves do seu seio doente. Mas a sua doença se chama cancer ? O digno de ser tratado não se encontra escondido na celula que já não funciona adequadamente. O grito da alma já não sabe como pedir socorro, já não sabe como se fazer ouvir. E muitas vezes a morte é o ultimo recurso, para num ultimo momento perceber toda pantomina, o grande engano do movimento da mente.
Não é preciso morrer para ser feliz, mas é preciso compreender como viver
para viver feliz.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
NA VIDA NÃO HÁ REPLAY
Estamos na estação que é a expressão natural da beleza. Claro que existe beleza tambem quando as folhas caem, quando a neve se acumula ou quando o sol estonteante nos faz buscar sombra e agua fresca. A beleza está sempre presente, mas nunca tão vistosa, tão notavel e chamativa como na primavera. Principalmente para os mais desatentos, ou os mais preocupados.
Nossa atenção, no dia a dia é sequestrada para tantos aspectos que nos solicitam, o filme está passando, as imagens se sucedem, mas estamos ausentes.
É essa ausencia para esse momento, que determina o mau estar interno, fazendo
com que a gente busque refugio no futuro, nesse tempo magico onde a mente nos
promete a soluação para as inquietações que nos afligem e atormentam.
O bem estar está sempre num outro ponto. O espetaculo está rolando agora mas as emoções só podem ser sentidas depois. Interessante, não é mesmo ?
Parece que sai do assunto, pois estava falando de beleza...
Pois é, o que é essa entidade chamada beleza ? Porque ela é tão arrebatadora,
envolvente ? Qual o segredo do seu fascinio, do seu enfeitiçamento, do seu
encanto, da capacidade de extasiar, de maravilhar ?
A beleza é, sem duvida, a grande magia desse planeta.
A Fisica define a beleza como uma forma de energia que se
tornou visivel, que tomou forma atraves da forma. A energia para se manifestar
precisa de algo onde possa se expressar. Precisa de um medium atraves do qual
possa se tornar sensorial.
Desse modo, beleza e energia são aspectos da mesma realidade, apenas se apresentando em planos diferentes. A beleza é a expressão de uma frequencia vibratoria, e quanto mais alta a frequencia, mais sedutora a beleza por ela
manifesta.
O Ipê amarelo em flor... Já percebeu a sua beleza, a sua magia, o seu deslumbramento ? Já não havia mais nenhuma folha. Apenas o amarelo se distribuindo em milhares de cachopas em formato de flor. O amarelo dançando nas flores envoaçantes do Ipê colorido. E de que outra forma essa energia vibrante poderia se tornar visivel, a não ser atraves dessas cachopas
douradas, balançando suavemente sob o efeito da aragem da manhã ? O sol
começava a subir lentamente seu caminho de todos os dias. Os passarinhos
ensaiando sua sinfonia, talvez tambem encantados com o encanto, com a beleza
de mais um dia despertando. Havia uma sensação de festa no ar, uma sensação de profunda paz, bem estar, contentamento. A vida se manifestando nesse momento em toda a sua exuberancia, profusão e deslumbramento.
Os sentidos captam a frequencia do mundo manifesto, na sua forma material, mas não consegue fazê-lo quando essa vibração se encontra ainda na forma de energia. A energia só se torna visivel atraves da materia, porque a materia é, em ultima analise, a energia manifesta, a energia corporificada, tornada coisa. Desse modo, há a inter relação entre energia e materia. A realidade é a manifestação visivel da materia. É por isso que o sentimento cria, ou melhor, manifesta, pois sentir é uma forma de energia. Voce traz para o mundo visivel da sua vida, o que for capaz de sentir, quando esse sentimento não vier contaminado pela duvida, pelo medo, ou pelo demerito.
E no meio dos cachos amarelos daquele Ipê divino, percebi duas sairas de plumagem esverdeada, pulando de um lado para o outro, caçando pequenos insetos. O contraste era maravilhoso. O verde dos passarinos contracesando com o dourado das flores. Uma verdadeira obra de arte exposta à ceu aberto, no grande museu da grande divindade.
Estava sentado no toco de uma arvore caida, observando o grande espetaculo, nessa manhã de feriado, do dia da criança. Estava feliz pela sensibilidade de poder estar presente a esse evento grandioso da Natureza
que estava contemplando. Um pouco talvez desse encantamento que é tão caracteristico da alma da criança, da alegria sem motivo, e do emocionar-se simplesmente porque uma peça encaixou certinho na outra na construção do palacio encantado. Festeja-se o dia da criança para que os adultos não se esqueçam que um dia já conseguiram se encantar tambem... ao ver um Ipê todo
engalanado, ou quando viu o mar pela primeira vez ( "pai, me ajuda a olhar, é grande demais "). A vida está perdendo o encanto, porque estamos perdendo a capacidade de nos encantar. Podemos nos encantar a qualquer momento, pois haverá sempre um Ipê amarelo florindo, um passarinho cantando, uma arvore, uma pessoa passando, a musica suave, um gesto de gestileza, um leve sorriso, uma palavra.... o espetaculo está sempre acontecendo, a cada momento, nesse instante de todos os dias.
E quando me despedi do Ipê feliz, fiquei tambem feliz
por não ter passado por aí, não tendo visto nada, como se nada de especial estivesse acontecendo. Afinal, era simplesmente a vida que estava acontecendo, era simplesmente Deus se mostrando na sua forma mais natural, isto é, sendo coisas. Deus coisificado, legal, não é ?
E enquando deixava o Ipê, as sairas, as abelhas para trás,
me ocorreu a ideia do replay. O espetaculo não visto, não sentido em forma de emoção, de alegria, de encantamento... pois é, não tem replay. Se não viu,
perdeu.
É a ausencia de cada momento que torna a vida sem graça, porque estamos esperando a graça depois.... depois que tiver deixado o Ipê para tras.
Nossa atenção, no dia a dia é sequestrada para tantos aspectos que nos solicitam, o filme está passando, as imagens se sucedem, mas estamos ausentes.
É essa ausencia para esse momento, que determina o mau estar interno, fazendo
com que a gente busque refugio no futuro, nesse tempo magico onde a mente nos
promete a soluação para as inquietações que nos afligem e atormentam.
O bem estar está sempre num outro ponto. O espetaculo está rolando agora mas as emoções só podem ser sentidas depois. Interessante, não é mesmo ?
Parece que sai do assunto, pois estava falando de beleza...
Pois é, o que é essa entidade chamada beleza ? Porque ela é tão arrebatadora,
envolvente ? Qual o segredo do seu fascinio, do seu enfeitiçamento, do seu
encanto, da capacidade de extasiar, de maravilhar ?
A beleza é, sem duvida, a grande magia desse planeta.
A Fisica define a beleza como uma forma de energia que se
tornou visivel, que tomou forma atraves da forma. A energia para se manifestar
precisa de algo onde possa se expressar. Precisa de um medium atraves do qual
possa se tornar sensorial.
Desse modo, beleza e energia são aspectos da mesma realidade, apenas se apresentando em planos diferentes. A beleza é a expressão de uma frequencia vibratoria, e quanto mais alta a frequencia, mais sedutora a beleza por ela
manifesta.
O Ipê amarelo em flor... Já percebeu a sua beleza, a sua magia, o seu deslumbramento ? Já não havia mais nenhuma folha. Apenas o amarelo se distribuindo em milhares de cachopas em formato de flor. O amarelo dançando nas flores envoaçantes do Ipê colorido. E de que outra forma essa energia vibrante poderia se tornar visivel, a não ser atraves dessas cachopas
douradas, balançando suavemente sob o efeito da aragem da manhã ? O sol
começava a subir lentamente seu caminho de todos os dias. Os passarinhos
ensaiando sua sinfonia, talvez tambem encantados com o encanto, com a beleza
de mais um dia despertando. Havia uma sensação de festa no ar, uma sensação de profunda paz, bem estar, contentamento. A vida se manifestando nesse momento em toda a sua exuberancia, profusão e deslumbramento.
Os sentidos captam a frequencia do mundo manifesto, na sua forma material, mas não consegue fazê-lo quando essa vibração se encontra ainda na forma de energia. A energia só se torna visivel atraves da materia, porque a materia é, em ultima analise, a energia manifesta, a energia corporificada, tornada coisa. Desse modo, há a inter relação entre energia e materia. A realidade é a manifestação visivel da materia. É por isso que o sentimento cria, ou melhor, manifesta, pois sentir é uma forma de energia. Voce traz para o mundo visivel da sua vida, o que for capaz de sentir, quando esse sentimento não vier contaminado pela duvida, pelo medo, ou pelo demerito.
E no meio dos cachos amarelos daquele Ipê divino, percebi duas sairas de plumagem esverdeada, pulando de um lado para o outro, caçando pequenos insetos. O contraste era maravilhoso. O verde dos passarinos contracesando com o dourado das flores. Uma verdadeira obra de arte exposta à ceu aberto, no grande museu da grande divindade.
Estava sentado no toco de uma arvore caida, observando o grande espetaculo, nessa manhã de feriado, do dia da criança. Estava feliz pela sensibilidade de poder estar presente a esse evento grandioso da Natureza
que estava contemplando. Um pouco talvez desse encantamento que é tão caracteristico da alma da criança, da alegria sem motivo, e do emocionar-se simplesmente porque uma peça encaixou certinho na outra na construção do palacio encantado. Festeja-se o dia da criança para que os adultos não se esqueçam que um dia já conseguiram se encantar tambem... ao ver um Ipê todo
engalanado, ou quando viu o mar pela primeira vez ( "pai, me ajuda a olhar, é grande demais "). A vida está perdendo o encanto, porque estamos perdendo a capacidade de nos encantar. Podemos nos encantar a qualquer momento, pois haverá sempre um Ipê amarelo florindo, um passarinho cantando, uma arvore, uma pessoa passando, a musica suave, um gesto de gestileza, um leve sorriso, uma palavra.... o espetaculo está sempre acontecendo, a cada momento, nesse instante de todos os dias.
E quando me despedi do Ipê feliz, fiquei tambem feliz
por não ter passado por aí, não tendo visto nada, como se nada de especial estivesse acontecendo. Afinal, era simplesmente a vida que estava acontecendo, era simplesmente Deus se mostrando na sua forma mais natural, isto é, sendo coisas. Deus coisificado, legal, não é ?
E enquando deixava o Ipê, as sairas, as abelhas para trás,
me ocorreu a ideia do replay. O espetaculo não visto, não sentido em forma de emoção, de alegria, de encantamento... pois é, não tem replay. Se não viu,
perdeu.
É a ausencia de cada momento que torna a vida sem graça, porque estamos esperando a graça depois.... depois que tiver deixado o Ipê para tras.
sábado, 8 de outubro de 2011
O AMANHÃ SERÁ O QUE SINTO AGORA
Hoje alguem me falou assim : "não há amanhã melhor que hoje".
Lindo, não é ? E porque será que não é possivel um amanhã mais interessante, um amanhã que me salve, que me resgate das inquietações, das
angustias e incertezas de hoje ? Um amanhã que me livre de tantos temores, de
tantas carencias ? Um amanhã que, enfim, me faça sentir bem, que me traga paz,
e quem sabe luz, luz para compreender que esse amanhã tão aguardado, definitivamente não existe.
Esse é o ponto. O futuro não pode ser diferente desse momento. E sabe porque ? Porque o depois é sempre consequencia do agora. O proximo momento que chamamos depois, não deixa de ser novamente o mesmo agora, depois.
O unico tempo que realmente existe, é esse, a isso que chamamos agora.
Se olhar para um rio verá que a agua corre, mas o rio não passa. Estará sempre aí. Do mesmo modo, as horas passam, mas será sempre agora. Parece loucura, parece estranho. A ilusão se cria porque a mente nos informa que só poderemos estar bem amanhã, depois de termos alcançado os objetivos criados
pela propria - a mente. Agora nos faltam coisas, enfim tantas coisas. E a falta disso produz em nós uma sensação de mau estar, uma sensação de falta, de
incompletude, um incomodo desagradavel, que acreditamos poder sanar atraves
da realização dos nossos desejos. Simplesmente confundimos coisas com ser feliz, com realização interna. A conquista das coisas está dentro do tempo, não há duvida alguma nisso. Preciso de tempo para aprender coisas novas, para
ter, para realizar. E confundir essa instancia com o vazio existencial, é, sem duvida, o grande obstaculo, a grande armadilha para uma vida plena, para a
alegria. Nada nos protege mais que a alegria. Nada nos pode preencher mais que a alegria, contudo buscamos essa plenitude amanhã, amanhã quando tivermos
realizado nossos sonhos, depois do carro novo, dos filhos formados, de um emprego melhor, ou quando tiver perdido aqueles quilinhos angustiantes, ou depois da cirurgia plastica, ou depois.... afinal, só pode ser depois. Esperamos pela alegria num outro tempo, depois de superadas todas as carencias e dificuldades com as quais nos vemos envolvidos na atualidade.
A sinfonia está tocando, a laranjeira está em flor,
o tico tico está cantando, a vida... a vida está acontecendo agora, nesse momento, com todo seu talento, com toda sua exuberancia, maestria e plenitude,
e voce... onde está voce enquanto esse espetaculo está acontecendo, a natureza batendo palmas e a alegria se manifestando em cada pequeno detalhe
nessa grande sinfonia ? A gente não está fazendo parte, nos ausentamos da
plateia porque temos pressa, temos tanta coisa para fazer, que não há tempo
agora para se entusiasmar, para se encantar, para sentir. A sinfonia está
tocando agora, mas estou deixando para amanhã. Amanhã talvez tenha tempo e
me sinta bem. Depois dos compromissos, das contas pagas, dos quilos a menos,
das rugas desfeitas. Coisas para fazer, tantas, e como poderei ter tempo para
a vida se ando correndo para cima e para baixo para dar conta de tanta
loucura ?
A vida está naquele espaço que existe entre dois pensamentos,
entre duas preocupações, exatamente quando não está pensando. A magia não pode ser captada pela mente, pelas ideias ou por conceitos. A vida não pode ser pensada. A verdade não pode ser captada pela logica racional. Será que a laranjeira pensa para se colorir e se perfumar daquele jeito ?
A vida não é o que se consegue pensar, mas a intensidade com que se consegue sentir. E sentir é algo que só é possivel agora, nesse instante em que a sinfonia está no ar. Se conseguir ouvir, isso irá te tocar e compreenderá então que esse instante é completo em si, que não falta nada. Não falta nada para sentir. Se conseguir estar atento, se conseguir não pensar
não irá se preocupar, e se não estiver preocupado, não estará atras de nada
para se sentir bem. Não irá esperar pelo amanhã, por um outro tempo para se entusiasmar, para estar alegre. E se estiver alegre agora, como se sentirá no
proximo agora que se chama depois ? A agua corre, mas o rio não passa.
O agora não passa ( o amanhã é apenas uma ilusão da mente ). Isso que buscamos no depois ( paz, alegria, equilibrio, bem estar ) não está lá, não pode estar lá, pelo simples fato que o lá é agora.
Assim, não pode haver um tempo melhor que agora ( pense nisso
mas não poderá ter a compreensão disso atraves do pensamento, porque o agora
só pode ser alcançado atraves da emoção ).
A vida não é o que se pensa, mas o que se sente. Não pode pensar
o perfume da laranjeira em flor, porque se pensar, não sentirá seu perfume,
sua beleza, seu encanto, sua magia. A vida é magia quando não for pensada,
mas se for capaz de sentir, descobrirá que voce não é isso que sempre pensou
que era. Isso que somos não cabe numa ideia, mas teremos uma ideia do que
somos quando nos abrirmos para esse momento atraves das emoções.
Lindo, não é ? E porque será que não é possivel um amanhã mais interessante, um amanhã que me salve, que me resgate das inquietações, das
angustias e incertezas de hoje ? Um amanhã que me livre de tantos temores, de
tantas carencias ? Um amanhã que, enfim, me faça sentir bem, que me traga paz,
e quem sabe luz, luz para compreender que esse amanhã tão aguardado, definitivamente não existe.
Esse é o ponto. O futuro não pode ser diferente desse momento. E sabe porque ? Porque o depois é sempre consequencia do agora. O proximo momento que chamamos depois, não deixa de ser novamente o mesmo agora, depois.
O unico tempo que realmente existe, é esse, a isso que chamamos agora.
Se olhar para um rio verá que a agua corre, mas o rio não passa. Estará sempre aí. Do mesmo modo, as horas passam, mas será sempre agora. Parece loucura, parece estranho. A ilusão se cria porque a mente nos informa que só poderemos estar bem amanhã, depois de termos alcançado os objetivos criados
pela propria - a mente. Agora nos faltam coisas, enfim tantas coisas. E a falta disso produz em nós uma sensação de mau estar, uma sensação de falta, de
incompletude, um incomodo desagradavel, que acreditamos poder sanar atraves
da realização dos nossos desejos. Simplesmente confundimos coisas com ser feliz, com realização interna. A conquista das coisas está dentro do tempo, não há duvida alguma nisso. Preciso de tempo para aprender coisas novas, para
ter, para realizar. E confundir essa instancia com o vazio existencial, é, sem duvida, o grande obstaculo, a grande armadilha para uma vida plena, para a
alegria. Nada nos protege mais que a alegria. Nada nos pode preencher mais que a alegria, contudo buscamos essa plenitude amanhã, amanhã quando tivermos
realizado nossos sonhos, depois do carro novo, dos filhos formados, de um emprego melhor, ou quando tiver perdido aqueles quilinhos angustiantes, ou depois da cirurgia plastica, ou depois.... afinal, só pode ser depois. Esperamos pela alegria num outro tempo, depois de superadas todas as carencias e dificuldades com as quais nos vemos envolvidos na atualidade.
A sinfonia está tocando, a laranjeira está em flor,
o tico tico está cantando, a vida... a vida está acontecendo agora, nesse momento, com todo seu talento, com toda sua exuberancia, maestria e plenitude,
e voce... onde está voce enquanto esse espetaculo está acontecendo, a natureza batendo palmas e a alegria se manifestando em cada pequeno detalhe
nessa grande sinfonia ? A gente não está fazendo parte, nos ausentamos da
plateia porque temos pressa, temos tanta coisa para fazer, que não há tempo
agora para se entusiasmar, para se encantar, para sentir. A sinfonia está
tocando agora, mas estou deixando para amanhã. Amanhã talvez tenha tempo e
me sinta bem. Depois dos compromissos, das contas pagas, dos quilos a menos,
das rugas desfeitas. Coisas para fazer, tantas, e como poderei ter tempo para
a vida se ando correndo para cima e para baixo para dar conta de tanta
loucura ?
A vida está naquele espaço que existe entre dois pensamentos,
entre duas preocupações, exatamente quando não está pensando. A magia não pode ser captada pela mente, pelas ideias ou por conceitos. A vida não pode ser pensada. A verdade não pode ser captada pela logica racional. Será que a laranjeira pensa para se colorir e se perfumar daquele jeito ?
A vida não é o que se consegue pensar, mas a intensidade com que se consegue sentir. E sentir é algo que só é possivel agora, nesse instante em que a sinfonia está no ar. Se conseguir ouvir, isso irá te tocar e compreenderá então que esse instante é completo em si, que não falta nada. Não falta nada para sentir. Se conseguir estar atento, se conseguir não pensar
não irá se preocupar, e se não estiver preocupado, não estará atras de nada
para se sentir bem. Não irá esperar pelo amanhã, por um outro tempo para se entusiasmar, para estar alegre. E se estiver alegre agora, como se sentirá no
proximo agora que se chama depois ? A agua corre, mas o rio não passa.
O agora não passa ( o amanhã é apenas uma ilusão da mente ). Isso que buscamos no depois ( paz, alegria, equilibrio, bem estar ) não está lá, não pode estar lá, pelo simples fato que o lá é agora.
Assim, não pode haver um tempo melhor que agora ( pense nisso
mas não poderá ter a compreensão disso atraves do pensamento, porque o agora
só pode ser alcançado atraves da emoção ).
A vida não é o que se pensa, mas o que se sente. Não pode pensar
o perfume da laranjeira em flor, porque se pensar, não sentirá seu perfume,
sua beleza, seu encanto, sua magia. A vida é magia quando não for pensada,
mas se for capaz de sentir, descobrirá que voce não é isso que sempre pensou
que era. Isso que somos não cabe numa ideia, mas teremos uma ideia do que
somos quando nos abrirmos para esse momento atraves das emoções.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
PORQUE NOS SENTIMOS COMO NOS SENTIMOS
Voce que está me acompanhando já deve ter percebido que o objetivo dessa conversa, é o de descobrir um caminho que nos dê condições para
viver de um modo diferente de como vivemos até então. Está satisfeito com o andar da sua vida , ou está buscando, de todos os modos, encontrar saidas para
tantos impasses que atucanam e enchem o saco até não poder mais ? Voce procura, contudo quais são os caminhos que temos de seguir para encontrar o que estamos buscando ? Voce conhece alguem que esteja vivendo a vida que não seja um aspecto apenas de sobrevivencia ? Alguem em paz, de acordo com o que está aí, sem a angustiante expectativa de dias melhores ? Sem julgamentos, criticas, negatividades, queixas de toda ordem sobre tudo que se julga sem a causa do mau estar ?
O paciente me falou assim : Estou me sentindo mal, angustiado, extremamente tenso, não consigo dormir, sempre cansado, a pressão
subindo, a libido baixando, sem alegria, e pior, sem perspectivas ou expectativas de algo melhor. Ele baixa a cabeça e fica silencioso. Os compromissos do dia a dia lhe pesam desconfortavelmente dentro da alma. Ele quer uma resposta, uma palavra que produza um novo animo, talvez uma esperança
dentro da qual possa visualizar um caminho diferente, um caminho possivel.
Então a pergunta : porque nos sentimos assim como nos sentimos ?
Esse mau estar interno é causado por que instancia ? A resposta que surge imediatamente : a conjuntura global, as dividas, a insegurança, a gastrite, os
negocios em baixa, a falta de dinheiro, a confusão lá em casa... tanta coisa
a falta de tanta coisa.
Está aí. Achamos quase que unanimemente, que se as coisas da nossa vida estivessem em ordem ( dinheiro, familia, trabalho, saude ), estariamos bem e a vida seria diferente.
Uma outra paciente me falou : não me falta nada, tenho
cartão de credito livre, vivo numa mansão, carrão, roupa de grife, ando na moda, marido milionario... e cancer maligno de mama. E complementa : sou a
tipica pessoa que tem tudo mas que, na verdade, não tem nada.
Está infeliz. Não lhe falta nada, mas lhe falta paz. Me diz que a sua doença se chama tristeza.
E agora, José ? Quando faltam as coisas, falta tambem a paz.
E quando não falta nada, tambem não há paz. Parece que estamos num caminho
com uma tabuleta anunciando "rua sem saida ". A vida é isso ?
Um dia a gente olha no espelho e se pergunta estranhamente :
"quem é esse que olha para mim" ? Não se é capaz de reconhecer a imagem que
olha para a gente. Tornamo-nos um estranho. Realmente o que está aí, não é o que a gente é. Perdemo-nos ao longo de tantos caminhos procurando pela gente
procurando sossego, uma sensação de bem estar, o caminho de casa.
O que vemos olhando para nós no espelho, é sofrimento, decepção, dificuldades e muito medo. Voce olha para uma imagem e vê o que não é real, porque tambem está vivendo uma vida que não é real. O sofrimento parece real porque doi.
Todavia, quando está dormindo e tendo um pesadelo, aquilo tambem parece real,
parece real porque não sabe que está dormindo, não sabe que está num pesadelo.
O que nos falta, produzindo sofrimento ( seja dinheiro, paz
ou saude ) não é a causa do sofrimento. Não sofremos porque nos falta isso ou aquilo. O que doi realmente no fundo em nós, é saber ( inconscientemente )
que não estamos vivendo a vida que realmente poderiamos viver.
Carregamos tantos coisas para cima e para baixo, tanto peso, tanto desconforto,tanto medo, mas é o que sobrou. Nos apegamos a coisas, o desejo de tantas coisas, porque achamos que é isso que conta para ter paz e viver bem
Já que não conseguimos nos sentir bem a partir de nós mesmos, a partir do que somos, apostamos em conquistas, titulos, poder, imagem, em algo que chame a atenção e mostre para os outros o quão importantes somos. Acabamos valendo pelomonte de coisas que conseguimos conquistar. Eu sou as minhas coisas. Contudo eu não sou as coisas que me identificam, ou com as quais me identifico. É por isso que, quando olho no espelho, me espanto com a imagem que olha para mim. Quem és tu que me olhas desse jeito ? Eu não te conheço, e tu por acaso me reconheces ? Dialogo maluco que geralmente antecede a desistencia final, quando finalmente entregamos os pontos e declaramos que a vida é um inferno, um jogo de muito mau gosto.
As laranjeiras estão em flor, os sabiás estão cantando felizes
talvez porque as laranjeiras tambem estejam felizes. Afinal só pode estar feliz, muito feliz para se transformar nessa beleza, nesse perfume, nesse
encanto. O momento é de paz, de muita alegria, de celebração.
E voce onde está no meio dessa festa ? Consegue perceber que há uma festa
no ar ? Ou acha que não tem tempo, afinal há tantos compromissos, o dia está tão cheio, a bolsa está oscilando, a Grecia está falindo e o fim do mundo
está se aproximando ? Onde voce está ? Sabe onde está ? Se não conseguir ouvir o sabia cantar, se não conseguir se encantar com a laranjeira... porque estranha tanto o que está vendo no espelho ?
viver de um modo diferente de como vivemos até então. Está satisfeito com o andar da sua vida , ou está buscando, de todos os modos, encontrar saidas para
tantos impasses que atucanam e enchem o saco até não poder mais ? Voce procura, contudo quais são os caminhos que temos de seguir para encontrar o que estamos buscando ? Voce conhece alguem que esteja vivendo a vida que não seja um aspecto apenas de sobrevivencia ? Alguem em paz, de acordo com o que está aí, sem a angustiante expectativa de dias melhores ? Sem julgamentos, criticas, negatividades, queixas de toda ordem sobre tudo que se julga sem a causa do mau estar ?
O paciente me falou assim : Estou me sentindo mal, angustiado, extremamente tenso, não consigo dormir, sempre cansado, a pressão
subindo, a libido baixando, sem alegria, e pior, sem perspectivas ou expectativas de algo melhor. Ele baixa a cabeça e fica silencioso. Os compromissos do dia a dia lhe pesam desconfortavelmente dentro da alma. Ele quer uma resposta, uma palavra que produza um novo animo, talvez uma esperança
dentro da qual possa visualizar um caminho diferente, um caminho possivel.
Então a pergunta : porque nos sentimos assim como nos sentimos ?
Esse mau estar interno é causado por que instancia ? A resposta que surge imediatamente : a conjuntura global, as dividas, a insegurança, a gastrite, os
negocios em baixa, a falta de dinheiro, a confusão lá em casa... tanta coisa
a falta de tanta coisa.
Está aí. Achamos quase que unanimemente, que se as coisas da nossa vida estivessem em ordem ( dinheiro, familia, trabalho, saude ), estariamos bem e a vida seria diferente.
Uma outra paciente me falou : não me falta nada, tenho
cartão de credito livre, vivo numa mansão, carrão, roupa de grife, ando na moda, marido milionario... e cancer maligno de mama. E complementa : sou a
tipica pessoa que tem tudo mas que, na verdade, não tem nada.
Está infeliz. Não lhe falta nada, mas lhe falta paz. Me diz que a sua doença se chama tristeza.
E agora, José ? Quando faltam as coisas, falta tambem a paz.
E quando não falta nada, tambem não há paz. Parece que estamos num caminho
com uma tabuleta anunciando "rua sem saida ". A vida é isso ?
Um dia a gente olha no espelho e se pergunta estranhamente :
"quem é esse que olha para mim" ? Não se é capaz de reconhecer a imagem que
olha para a gente. Tornamo-nos um estranho. Realmente o que está aí, não é o que a gente é. Perdemo-nos ao longo de tantos caminhos procurando pela gente
procurando sossego, uma sensação de bem estar, o caminho de casa.
O que vemos olhando para nós no espelho, é sofrimento, decepção, dificuldades e muito medo. Voce olha para uma imagem e vê o que não é real, porque tambem está vivendo uma vida que não é real. O sofrimento parece real porque doi.
Todavia, quando está dormindo e tendo um pesadelo, aquilo tambem parece real,
parece real porque não sabe que está dormindo, não sabe que está num pesadelo.
O que nos falta, produzindo sofrimento ( seja dinheiro, paz
ou saude ) não é a causa do sofrimento. Não sofremos porque nos falta isso ou aquilo. O que doi realmente no fundo em nós, é saber ( inconscientemente )
que não estamos vivendo a vida que realmente poderiamos viver.
Carregamos tantos coisas para cima e para baixo, tanto peso, tanto desconforto,tanto medo, mas é o que sobrou. Nos apegamos a coisas, o desejo de tantas coisas, porque achamos que é isso que conta para ter paz e viver bem
Já que não conseguimos nos sentir bem a partir de nós mesmos, a partir do que somos, apostamos em conquistas, titulos, poder, imagem, em algo que chame a atenção e mostre para os outros o quão importantes somos. Acabamos valendo pelomonte de coisas que conseguimos conquistar. Eu sou as minhas coisas. Contudo eu não sou as coisas que me identificam, ou com as quais me identifico. É por isso que, quando olho no espelho, me espanto com a imagem que olha para mim. Quem és tu que me olhas desse jeito ? Eu não te conheço, e tu por acaso me reconheces ? Dialogo maluco que geralmente antecede a desistencia final, quando finalmente entregamos os pontos e declaramos que a vida é um inferno, um jogo de muito mau gosto.
As laranjeiras estão em flor, os sabiás estão cantando felizes
talvez porque as laranjeiras tambem estejam felizes. Afinal só pode estar feliz, muito feliz para se transformar nessa beleza, nesse perfume, nesse
encanto. O momento é de paz, de muita alegria, de celebração.
E voce onde está no meio dessa festa ? Consegue perceber que há uma festa
no ar ? Ou acha que não tem tempo, afinal há tantos compromissos, o dia está tão cheio, a bolsa está oscilando, a Grecia está falindo e o fim do mundo
está se aproximando ? Onde voce está ? Sabe onde está ? Se não conseguir ouvir o sabia cantar, se não conseguir se encantar com a laranjeira... porque estranha tanto o que está vendo no espelho ?
sábado, 1 de outubro de 2011
SENTIMENTO - O GRANDE SEGREDO DA CRIAÇÃO
Conforme o prometido, de volta para falar sobre o sentimento, que é o elemento chave, o que determina a criação. Sempre nos foi colocado que criamos atraves do pensamento, que nos transformamos naquilo que pensamos. A realidade não aponta para esse determinante, para essa chave. Precisamos do pensamento para criar, isso é verdade. Pelo pensamento decidimos o que queremos. Afinal, temos que saber qual nossa proposta, qual nosso desejo. Isso é colocado pelo pensamento. Arquitetamos na cabeça uma proposta de realização. Uma maquete mental em forma de imagem do nosso projeto. Se ficar apenas como um movimento mental, uma ideia, um desejo, um pensamento, ficará nisso, apenas um pensamento, e a maquete não será levada para a linha de produção, para se transformar em realidade.
O poder do pensamento reside na emoção. A energia da emoção potencializa a energia do pensamento, dá um novo status, um sentido, uma direção.
A emoção direciona o pensamento, dando vida à imagem do desejo. Pensamento sem emoção, será apenas uma ideia, um desejo, sem vida propria para se determinar e se organizar na realidade.
É a emoção que carrega a energia da criação, a semente de uma nova possibilidade.
A semente ( o pensamento ) carrega dentro de si uma realidade que poderá ou não se manifestar.
O pensamento cria a imagem, a ideia, mas será a emoção que irá bater o martelo. O veredicto virá de uma instancia mais profunda que o pensamento.
Voce quer ( pensamento ), mas está totalmente de acordo ( emoção ) ?
A emoção pode não estar em sintonia com o seu desejo. Pode haver duvida, incerteza, insegurança, medo quanto à realização da proposta mental. Tem certeza absoluta que merece, que é certo ter aquilo e que não há problema algum ? O que sente enquanto a cabeça deseja ?
Se houver a minima duvida, a minima desconfiança, uma cisma, uma hesitação, qualquer sentimento de incerteza, qualquer receio,uma imprecisão, isso representará uma oposição entre o que quer ( desejo ) e o sentimento de que aquilo é possivel. Não há uma certeza absoluta, uma firmeza interna, confiança sem questionamentos, segurança, fé cega, segurança resoluta.
No sentimento vivemos o desejo da emoção unido à imagem do pensamento. Desse
modo, o sentimento não reside na mente, não é um pensamento, mas pertence à
alma.
A mente pensa, mas é a alma que cria ( através do sentimento ). É essa energia psiquica que representa a matriz da criação, e funciona como uma mensagem enviada ao campo unificado onde será convertida em coisas, em realidade. É como o bumerange. O sentimento que vai, volta transformado em coisa ( a realização do nosso desejo ). O campo unificado não reconhece o
pensamento como o catalizador da realização, ou o elemento responsavel que dará inicio ao movimento de transformar uma ideia em realidade. Dito de outro modo : a maquina que cria, é o sentimento. A capacidade de criar do ser humano, reside na sua capacidade de sentir.
E reside exatamente aí a grande dificuldade, o grande problema. Sentir-se bem, sem tensão interna, sem inquietações, temores, angustias existenciais. E sabe porque ? Porque pensamos muito. Queremos resolver os
impasses de todos os dias, as dificuldades que são inerentes à vida, atraves
do pensamento. O pensamento não é capaz de criar as soluções que buscamos
atraves da mente, pois as soluções só podem provir do sentir-se bem. E quando se sente bem, não há problemas. Há coisas sim para resolver, mas não problemas para sofrer. Nào há sofrimento.
Vivemos em constante ebulição mental, pensanado como conseguir tantas coisas
que nos faltam. E acabamos nos sentindo mal pela falta de tudo isso. Veja,
buscamos as coisas na vida, tentamos criar isso e aquilo mais atraves de nos sentir mal ( é o sentimento que cria ).Queremos criar a partir desse sentimento de mau estar, de insuficiencia, de falta, de carencia. A falta
produz um mau estar, uma inquietação interna que não sabemos como nos livrar. E concluimos que é pela aquisição de coisas que isso se dará. Não estou me sentindo bem, há um sentimento de frustração, de menos valia, de incompetencia, e quero sair disso criando coisas. Mas sempre criamos em
função de como nos sentimos. Se me sinto pessimo, será a energia desse sentimento que irá para o campo unificado, para matriaz, que simplesmente
irá receber essa "oração" e a transformará em realidade, em coisas. Coisas
essas que terão a mesma frequencia vibratoria da energia que lhes deu origem.
Sentir-se bem atrai coisas diferentes de sentir-se pessimo. O semelhante vibra no semelhante.
Já conseguiu perceber que a gente se sente mal porque pensa. O pensamento aciona a emoção que por sua vez cataliza a criação. A emoção é sempre posterior ao pensamento. E é por isso que, quando vai para o futuro ( atraves do pensamento ), sentirá medo, preocupação. "Será que vou conseguir ? Será que vai dar certo ?" Voce pensa e imediatamente surge a duvida, a incerteza, o medo ( sentimento ). Não há como criar algo diferente
do nosso modo de sentir. Sentir-se bem é a condição para trazer para a realidade aqueles aspectos, aquelas coisas que desejamos.
E qual é a condição para se sentir bem ? Já vimos que não é por pensar muito
que as coisas vão dar certo, que as coisas vão se ajeitar. O pensamento cria
uma situação ansiogenica, pois me tira desse momento, me levando ou para o
passado, ou para o futuro. E o pensamento me informa que só posso me sentir bem amanhã, depois de ter alcançado as coisas que me faltam agora. Entretanto, não há um outro tempo para me sentir bem, para estar bem, a não ser agora. O outro momento pode me trazer coisas, mas não o sentimento que as coisas prometem. Há o tempo das coisas, mas não existe esse tempo para estar bem, para se sentir bem, para ter paz, alegria, confiança, enfim para viver. O futuro psicologico não existe. Voce se sente bem, não é em função das coisas, porque o bem estar que proporcionam é passageiro, é momentaneo
( como a droga, amanhã precisa usar novamente ).A salvação não poderá vir de qualquer coisa externa. O vazio existencial não poderá ser preenchido seja lá pelo que for : drogas, sexo, alcool, comida, trabalho, internet, comprar compulsivo etc .
Agora, se consigo estar conectado a esse momento, com o que estou fazendo, sem me deslocar para o passado ou futuro, sem pensar em nada, sem esperar nada, apenas aqui, com isso que cada momento me traz, como será que irei me sentir ? Sem pensar... sem esperar nada... Isso é possivel ?
A gente acha que o agora é um atrapalho, pois tenho pressa para chegar ao
amanhã onde estão as coisas que irão me salvar. E preciso chegar lá o mais
rapidamente possivel. Assim nasce a pressa, a inquietação, a impaciencia. Não tenho paciencia com esse momento, com as coisas que estão aí e com as quais tenho de lidar, porque meu objetivo está num outro ponto, e preciso chegar lá ligeirinho. E quando chega finalmente nesse depois que esperou tão
ansiosamente, como estará se sentindo ? Estará bem por ter chegado ? Ou não
haverá, outra vez, novamente, coisas te esperando para resolver depois ?
Percebe que isso não acaba nunca ? Se esperar pelo amanhã para estar bem,
para se sentir bem, acho bom puxar uma cadeira bem confortavel, porque a espera será longa, irá cansar, talvez criar varizes ou outras coisas nais.
Quer realizar todos os seus sonhos ? Sinta o perfume da laranjeira em flor, ouça o canto do tico tico ao final da tarde, se encante
com tudo que encontar, assobie, cantarole, se emocione, esteja atento a esse
momento, profundamente atento para que não pense. Porque se pensar, irá para o futuro, e no futuro não encontrará isso de se sentir bem.
Só dá para se sentir bem agora, do mesmo modo como só é possivel respirar agora. Se esperar pelo amanhã para respirar ( porque agora
não tem tempo ), pois é, talvez não haja mais tempo...
O poder do pensamento reside na emoção. A energia da emoção potencializa a energia do pensamento, dá um novo status, um sentido, uma direção.
A emoção direciona o pensamento, dando vida à imagem do desejo. Pensamento sem emoção, será apenas uma ideia, um desejo, sem vida propria para se determinar e se organizar na realidade.
É a emoção que carrega a energia da criação, a semente de uma nova possibilidade.
A semente ( o pensamento ) carrega dentro de si uma realidade que poderá ou não se manifestar.
O pensamento cria a imagem, a ideia, mas será a emoção que irá bater o martelo. O veredicto virá de uma instancia mais profunda que o pensamento.
Voce quer ( pensamento ), mas está totalmente de acordo ( emoção ) ?
A emoção pode não estar em sintonia com o seu desejo. Pode haver duvida, incerteza, insegurança, medo quanto à realização da proposta mental. Tem certeza absoluta que merece, que é certo ter aquilo e que não há problema algum ? O que sente enquanto a cabeça deseja ?
Se houver a minima duvida, a minima desconfiança, uma cisma, uma hesitação, qualquer sentimento de incerteza, qualquer receio,uma imprecisão, isso representará uma oposição entre o que quer ( desejo ) e o sentimento de que aquilo é possivel. Não há uma certeza absoluta, uma firmeza interna, confiança sem questionamentos, segurança, fé cega, segurança resoluta.
No sentimento vivemos o desejo da emoção unido à imagem do pensamento. Desse
modo, o sentimento não reside na mente, não é um pensamento, mas pertence à
alma.
A mente pensa, mas é a alma que cria ( através do sentimento ). É essa energia psiquica que representa a matriz da criação, e funciona como uma mensagem enviada ao campo unificado onde será convertida em coisas, em realidade. É como o bumerange. O sentimento que vai, volta transformado em coisa ( a realização do nosso desejo ). O campo unificado não reconhece o
pensamento como o catalizador da realização, ou o elemento responsavel que dará inicio ao movimento de transformar uma ideia em realidade. Dito de outro modo : a maquina que cria, é o sentimento. A capacidade de criar do ser humano, reside na sua capacidade de sentir.
E reside exatamente aí a grande dificuldade, o grande problema. Sentir-se bem, sem tensão interna, sem inquietações, temores, angustias existenciais. E sabe porque ? Porque pensamos muito. Queremos resolver os
impasses de todos os dias, as dificuldades que são inerentes à vida, atraves
do pensamento. O pensamento não é capaz de criar as soluções que buscamos
atraves da mente, pois as soluções só podem provir do sentir-se bem. E quando se sente bem, não há problemas. Há coisas sim para resolver, mas não problemas para sofrer. Nào há sofrimento.
Vivemos em constante ebulição mental, pensanado como conseguir tantas coisas
que nos faltam. E acabamos nos sentindo mal pela falta de tudo isso. Veja,
buscamos as coisas na vida, tentamos criar isso e aquilo mais atraves de nos sentir mal ( é o sentimento que cria ).Queremos criar a partir desse sentimento de mau estar, de insuficiencia, de falta, de carencia. A falta
produz um mau estar, uma inquietação interna que não sabemos como nos livrar. E concluimos que é pela aquisição de coisas que isso se dará. Não estou me sentindo bem, há um sentimento de frustração, de menos valia, de incompetencia, e quero sair disso criando coisas. Mas sempre criamos em
função de como nos sentimos. Se me sinto pessimo, será a energia desse sentimento que irá para o campo unificado, para matriaz, que simplesmente
irá receber essa "oração" e a transformará em realidade, em coisas. Coisas
essas que terão a mesma frequencia vibratoria da energia que lhes deu origem.
Sentir-se bem atrai coisas diferentes de sentir-se pessimo. O semelhante vibra no semelhante.
Já conseguiu perceber que a gente se sente mal porque pensa. O pensamento aciona a emoção que por sua vez cataliza a criação. A emoção é sempre posterior ao pensamento. E é por isso que, quando vai para o futuro ( atraves do pensamento ), sentirá medo, preocupação. "Será que vou conseguir ? Será que vai dar certo ?" Voce pensa e imediatamente surge a duvida, a incerteza, o medo ( sentimento ). Não há como criar algo diferente
do nosso modo de sentir. Sentir-se bem é a condição para trazer para a realidade aqueles aspectos, aquelas coisas que desejamos.
E qual é a condição para se sentir bem ? Já vimos que não é por pensar muito
que as coisas vão dar certo, que as coisas vão se ajeitar. O pensamento cria
uma situação ansiogenica, pois me tira desse momento, me levando ou para o
passado, ou para o futuro. E o pensamento me informa que só posso me sentir bem amanhã, depois de ter alcançado as coisas que me faltam agora. Entretanto, não há um outro tempo para me sentir bem, para estar bem, a não ser agora. O outro momento pode me trazer coisas, mas não o sentimento que as coisas prometem. Há o tempo das coisas, mas não existe esse tempo para estar bem, para se sentir bem, para ter paz, alegria, confiança, enfim para viver. O futuro psicologico não existe. Voce se sente bem, não é em função das coisas, porque o bem estar que proporcionam é passageiro, é momentaneo
( como a droga, amanhã precisa usar novamente ).A salvação não poderá vir de qualquer coisa externa. O vazio existencial não poderá ser preenchido seja lá pelo que for : drogas, sexo, alcool, comida, trabalho, internet, comprar compulsivo etc .
Agora, se consigo estar conectado a esse momento, com o que estou fazendo, sem me deslocar para o passado ou futuro, sem pensar em nada, sem esperar nada, apenas aqui, com isso que cada momento me traz, como será que irei me sentir ? Sem pensar... sem esperar nada... Isso é possivel ?
A gente acha que o agora é um atrapalho, pois tenho pressa para chegar ao
amanhã onde estão as coisas que irão me salvar. E preciso chegar lá o mais
rapidamente possivel. Assim nasce a pressa, a inquietação, a impaciencia. Não tenho paciencia com esse momento, com as coisas que estão aí e com as quais tenho de lidar, porque meu objetivo está num outro ponto, e preciso chegar lá ligeirinho. E quando chega finalmente nesse depois que esperou tão
ansiosamente, como estará se sentindo ? Estará bem por ter chegado ? Ou não
haverá, outra vez, novamente, coisas te esperando para resolver depois ?
Percebe que isso não acaba nunca ? Se esperar pelo amanhã para estar bem,
para se sentir bem, acho bom puxar uma cadeira bem confortavel, porque a espera será longa, irá cansar, talvez criar varizes ou outras coisas nais.
Quer realizar todos os seus sonhos ? Sinta o perfume da laranjeira em flor, ouça o canto do tico tico ao final da tarde, se encante
com tudo que encontar, assobie, cantarole, se emocione, esteja atento a esse
momento, profundamente atento para que não pense. Porque se pensar, irá para o futuro, e no futuro não encontrará isso de se sentir bem.
Só dá para se sentir bem agora, do mesmo modo como só é possivel respirar agora. Se esperar pelo amanhã para respirar ( porque agora
não tem tempo ), pois é, talvez não haja mais tempo...
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